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domingo, 22 de setembro de 2013

19 de outubro de 2013-100 anos do nascimento de Vinícius de Moraes, o Poetinha

Vinícius de Moraes foi muitos...Foi poeta, diplomata, letrista, compositor e pedra filosofal da Bossa Nova, crítico de cinema, dramaturgo eventual, cidadão do mundo. E trágico, transcendental, materialista, cínico, divertidíssimo, boêmio e apaixonado por multidões de mulheres, inclusive as feiinhas, para quem pedia piedade  e afeto. De manhã escurecia, de tarde ardia.
Vinícius chegou ao mundo junto com o temporal que varreu a madrugada de 19 de outubro de 1913.Morreu aos 66 anos em 1980, não como o maior poeta brasileiro, que não foi,  mas como o mais amado, criando alguns dos poemas mais belos e necessários do nosso tempo. (Flávio Pinheiro).

Carioca, filho de uma pequena classe média culta, desde cedo, através de seus pais,  a música esteve presente em sua vida. Tornou-se diplomata, e no início dos anos 50, voltou ao Brasil depois de morar em Los Angeles e,  fortemente influenciado pelo jazz,  juntamente com outros jovens compositores como Tom Jobim e João Gilberto, iniciou o movimento conhecido como Bossa Nova. A Bossa Nova revolucionou a música popular brasileira,  através de canções hoje mundialmente conhecidas, caracterizadas por uma batida diferente no violão e riqueza de acordes.É de Vinícius a letra de Garota de Ipanema, a música brasileira mais conhecida no mundo e a segunda mais executada nos Estados Unidos.Só perde para Yesterday, dos Beatles.

De 1953, quando compôs seu primeiro samba, até sua morte, em 1980, Vinícius nos deixou uma obra riquíssima, de várias facetas e vários parceiros, responsáveis por verdadeiras obras-primas da MPB. Foi melancólico e grave na parceria com Edu Lobo e Francis Hime.Terno, inocente e militante com Carlos Lyra. Alegre e negro com Baden Powell. Lúdico e folclórico com Toquinho. Pungente e simples com Chico Buarque. Foi tudo isso com Tom Jobim. Teve como parceiros também Pixinguinha e Dorival Caymmi.

Como poeta, Vinícius cantou a força do amor, a paixão, a finitude da paixão...Por todas as maravilhas que nos legou, nosso  poetinha é simplesmente imortal.

Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De  tarde anoiteço
De noite ardo

O verbo no infinito

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer,
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Soneto da fidelidade

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.